Obra de engenharia geológica de acesso a água subterrânea, executada com Sonda Perfuratriz mediante perfuração vertical com diâmetro de 4” a 36” e profundidade de até 2000 metros, para captação de água.
Poços de grandes diâmetros (1 metro ou mais), escavados manualmente e revestidos com tijolos ou anéis de concreto. Captam o lençol freático e possuem geralmente profundidades na ordem de até 20 metros
TIPOS DE POÇOS:
A Figura abaixo representa esquematicamente os tipos de Poços existentes para a captação das Águas Subterrâneas:

Recomendações, Normas e Entidades Profissionais e Técnicas – Científicas:
ABAS – ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE ÁGUAS SUBTERRÂNEAS
A ABAS é uma entidade Técnica – Científica sem fins lucrativos que tem como seus objetivos, dentro do escopo das águas subterrâneas: utilização racional e sustentada; divulgação; elevação do nível técnico dos associados; elevação da qualidade dos serviços prestados pelas empresas associadas; fomentar a utilização de aqüíferos de forma racional, através de: gestão integrada, observação das normas técnicas e licenças ambientais; desenvolvimento de técnicas e tecnologias.
Congregam empresas fabricantes de equipamentos e materiais, perfuradores de poços, prestadores de serviços, universidades, institutos e órgãos de pesquisa e gestão de recursos hídricos, grandes consumidores de água e profissionais multidisciplinares; pesquisadores, professores, consultores, geólogos, engenheiros, sondadores, administradores e técnicos de nível médio, além de estudantes.
A ABAS dispõe também de um Conselho e vários Comitês Técnicos, que podem apoiar a sociedade civil nessas atividades. Desde questões do dia a dia, para dirimir dúvidas, receber denúncias e sugestões, até colaborar com estudos de planejamento, termos de referências e formulações de editais que objetivem a contratação de Poços Tubulares Profundos e serviços correlatos.
Sede: Rua Dr. Cândido Espinheira, 560, cj. 32 - 05004-000 - São Paulo - SP
Tel/Fax: +55 11 3871-3626
info@abas.org - www.abas.org
A ABAS instituiu um Sistema de Credenciamento para as empresas de Perfuração e de outras atividades no setor de Hidrogeologia.
O credenciamento junto a ABAS – Associação Brasileira de Águas Subterrâneas é uma certificação de empresas quanto suas condições de atuar tecnicamente e dentro dos preceitos estabelecidos pelas Normas da ABNT. Atesta ainda as idoneidades administrativas, jurídicas e financeiras das empresas, já que analisa seus registros e certificações no CREA, no INSS, no FGTS e em outros órgãos necessários a sua atuação, buscando-se assim a proteção dos usuários contratantes.
A qualificação tem como uma de suas metas informar e orientar os consumidores públicos e privados sobre a diferenciação entre as empresas, tornando-se um referencial para futuras contratações.
Qualquer empresa pode vir a ser credenciada nas diversas categorias, pelos tipos de atividades, e pelas suas complexidades, recebendo um CERTIFICADO e um SELO DE QUALIDADE.
Órgão responsável pela normatização técnica no país, aprovou e publicou dentro da CB-02 – Comitê Brasileiro de Construção Civil, estando em vigor, as Normas Brasileiras que contemplam as Águas Subterrâneas e os Poços Tubulares Profundos:
NBR 12212 - Projeto de poço tubular profundo para captação de água subterrânea
NBR 12244 - Construção de poço tubular profundo para captação de água subterrânea
NBR 13604/13605/13606/130607/13608- “Dispõe sobre tubos de PVC para poços tubulares profundos”
NBR – 13895/1997 – Poços de Monitoramento.
Avenida Paulista 726 – 10o andar
São Paulo – SP
Fone: (11) 3253-4641 - Fax: (11) 3767-3650
www.abnt.org.br – atendimento.sp@abnt.org.br
O CONFEA - Conselho Federal de Engenharia, Arquitetura e Agronomia é regido pela Lei 5.194 de 1966 e se constitui em instância máxima referente ao regulamento do exercício desses profissionais. Representa também os geógrafos, geólogos, meteorologistas, tecnólogos dessas modalidades, técnicos industriais e agrícolas e suas especializações, num total de centenas de títulos profissionais. Em cada estado está representado pelo CREA - Conselho Regional de Engenharia, Arquitetura e Agronomia.
Em São Paulo dentre as Câmaras setoriais, atua a CAGE – Câmara de Geologia e Minas, responsável além do controle profissional dos geólogos, engenheiros de minas e técnicos de mineração, pela empresas na área de hidrogeologia, perfuração de poços e mineração.
CAGE – Câmara de Geologia e Minas
Avenida Brigadeiro Faria Lima no - 6o andar – Pinheiros - São Paulo - SP
Fone: 11 – 3034-0855 – geominas@creasp.or.br
Na proposta
Após Fechamento do contrato
Durante os trabalhos de perfuração
Relatório Técnico
Nos casos dos chamados “POÇOS TUBULARES PROFUNDOS”, também conhecidos por ARTESIANOS ou SEMI – ARTESIANOS, como são obras de engenharia geológica, requerem antes de suas construções as seguintes ações:
Para se perfurar e operar poços tubulares profundos no estado de São Paulo, necessária à obtenção de outorga junto ao DAEE, que concede a autorização para perfurar o poço, avaliando o projeto, e posteriormente o direito de uso do recurso hídrico protegendo o usuário de possíveis conflitos quanto a futuros usos do recurso, conforme Portaria 717 de 12/12/06, que instituiu Normas para disciplinar o uso dos recursos hídricos no Estado.
A licença para a perfuração e a operação de poços tubulares profundos deve ser executada por geólogo, sendo constituída por: informações cadastrais, geologia, hidrogeologia, dados construtivos do poço, analise físico química e bacteriológica da água, quantidades e período de exploração, mapa topográfico e RAE – relatório de avaliação de eficiência, com fluxograma de utilização da água.
O que é necessário para a Outorga do Direito de Uso dos Recursos Hídricos:
O DAEE, no caso do Estado de São Paulo, através do sistema de administração descentralizada possui os seguintes endereços no estado, onde se pode obter informações e encaminhar processos de outorga:
Diretoria da Bacia do Alto Tietê e Baixada Santista - BAT
Rua Boa Vista, 170 - Bloco 5 - 10º andar São Paulo - Capital - CEP 01014-000
Tels.: (0..11) 3293 8535 - 3293.8534 E-mail: bat@daee.sp.gov.br
Diretoria da Bacia do Médio Tietê – BMT
Av. Estados Unidos, 988 -Piracicaba – SP – CEP: 13416-500
Tel.: (0..19) 3434-5111 Fax: (0..19) 3434-5111 E-mail: bmt@daee.sp.gov.br
Diretoria da Bacia do Baixo Tietê - BBT
Rua Silvares, 100 16200-028 - Birigüi – SP
Tel.: (0..18) 642-3655 Fax: (0..18) 642-3502 E-mail: bbt@daee.sp.gov.br
Diretoria da Bacia do Paraíba e Litoral Norte - BPB
Largo Santa Luzia, 25 Taubaté – SP – CEP: 12010-510
Tel.: (0..12) 233-2099 Fax: (0..12) 233-7116 E-mail: bpb@daee.sp.gov.br
Diretoria da Bacia do Pardo-Grande – BPG
Rua Olinda, 150 - Santa Terezinha Ribeirão Preto – SP – CEP: 14025-150
Tel.: (0..16) 623-3940 Fax: (0..16) 623-3940 E-mail: bpg@daee.sp.gov.br
Diretoria da Bacia do Turvo-Grande – BTG
Av. Otávio Pinto César, 1400 – Cidade Nova São José do Rio Preto – SP – CEP: 15085-360
Tel.: (0..17) 227-2108 Fax: (0..17) 227-2108 E-mail: btg@daee.sp.gov.br
Diretoria da Bacia do Ribeira e Litoral Sul – BRB
Rua Félix Aby Azar, 442 – Centro Registro – SP – CEP: 11900-000
Tel.: (0..13) 3821-3244 Fax: (0..13) 3821-4442 / 3821.4730 E-mail: brb@daee.sp.gov.br
Deve-se levar em consideração, a geologia do local, a vazão necessária ou esperada, a qualidade físico-química da água e a distancia entre a profundidade prevista de captação (nível dinâmico do poço) e o ponto de recepção dessa água (reservatório). Deve conter os tipos de rochas previstos a serem perfurados; diâmetros de perfuração; especificações dos materiais a serem empregados durante a perfuração e aqueles a serem aplicados em definitivo no poço e os serviços de completação tais como: desenvolvimento; teste de bombeamento; coleta e análises d’água; laje de proteção sanitária, cimentações e desinfecção.
A escolha do local de perfuração de um Poço Tubular Profundo deve ser precedida de um estudo a ser realizado por um hidrogeólogo. Este procedimento busca a maximização do resultado.
A construção deve ser executada dentro das normas da ABNT, por empresa que: esteja registrada no CREA, possua um responsável técnico: geólogo ou engenheiro de minas e tenha o selo da ABAS – Associação Brasileira de Águas Subterrâneas. Estas precauções visam a assegurar a realização de um serviço dentro das normas, que será fiscalizado pelas entidades competentes e gozará de todas as garantias construtivas.

A ser fornecido pela empresa executora do poço, devendo conter: dados construtivos, geologia, teste de vazão, completação, analise da água e dados para o dimensionamento do equipamento de bombeamento.
1. Identificação do Poço
|
Proprietário: |
Coordenada |
|||||
|
Município: |
Estado: |
Cota: |
||||
|
Profundidade: |
65,60 m |
Nível Estático: |
Empresa Construtora: |
|||
|
2. Perfil Geológico |
3. Perfil Geoelétrico |
|||||||||
|
De (m) |
A (m) |
Litologia |
Tipo |
De (m) |
A (m) |
|||||
|
-- |
-- |
-- |
||||||||
|
-- |
-- |
-- |
||||||||
4. Características Técnicas
|
Perfuração |
Início: |
Término: |
|||||
|
De (m) |
A (m) |
(m) |
ø (pol) |
Sistema |
Máquina |
||
|
Revestimento |
Filtros |
|||||||
|
De (m) |
A (m) |
ø (pol) |
Tipo |
De (m) |
A (m) |
ø (pol) |
Tipo |
ab(mm) |
5. Cimentação
6. Pré-Filtro: Tipo
|
De: |
De: |
|
Volume: m3 |
Volume: m3 |
7. Descrição Litológica
|
De à m |
- |
Descrição |
8. Teste de Bombeamento Definitivo
|
Tipo de teste: Rebaixamento |
Início: |
Hora: |
Término: |
Hora: |
|||||||
|
Etapa |
Duração (h) |
NE (m) |
ND (m) |
Q(m3/h) |
s (m) |
Q/s (m3/h.m) |
s/Q (m. m3/h) |
||||
|
Tipo de Aqüífero: |
Perdas de Carga: |
Vazão Específica (Q/S) (m3/hm) |
|
|
a = |
b = |
||
9. Observações Hidrogeológicas
|
s = a.Q + b.Q2 |
10. Condições de Exploração Alternativas
|
Q (m3/h) |
ND (m) |
Período (h/dia) |
Prof. da bomba (m) |
ø Tubos (pol) |
|
Equipamento Recomendado: |
||||
11. Desinfecção
12. Acabamento / Laje de Proteção
|
Hipoclorito: |
13. Análise físico química da água
14 – Planilhas do Teste de Vazão
Assinatura do Responsável Técnico com nº do CREA
Fig 12 - Modelo Sintético de Relatório Técnico Final de um Poço
Parâmetros para Ensaios Físico químicos e organolépticos.
|
Parâmetros |
Unidades |
VMP (Valores máximos permitidos) |
|
ASPECTO |
límpido |
|
|
ODOR |
Não objetável |
|
|
COR |
UH |
Até 15,00 |
|
TURBIDEZ |
NTU |
Até 5,00 |
|
pH |
Entre 6 e 9,5 |
|
|
SÓLIDOS TOTAIS DISSOLVIDOS |
mg/L |
Até 1000 |
|
ALCALINIDADE DE HIDROXIDOS |
mg CaCO3/L |
0.0 |
|
ALCALINIDADE DE CARBONATOS |
mg CaCO3/L |
Até 125 |
|
ALCALINIDADE DE BICARBONATOS |
mg CaCO3/L |
Até 250 |
|
DUREZA DE CARBONATOS |
mg CaCO3/L |
|
|
DUREZA DE NÃO CARBONATOS |
mg CaCO3/L |
|
|
DUREZA TOTAL |
mg CaCO3/L |
Até 500 |
|
OXIGÊNIO CONSUMIDO |
mg O2/L |
Até 3.5 |
|
NITROGÊNIO AMONIACAL |
mg NH3/L |
Até 1.5 |
|
NITRITO |
mg N/L |
Até 1.0 |
|
NITRATO |
mg N/L |
Até 10.0 |
|
FERRO |
mg Fe/L |
Até 0.30 |
|
CLORETOS |
mg Cl/L |
Até 250 |
|
FLUOR |
mg F/L |
Até 1,5 |
|
MANGANES |
mg Mn/l |
Até 0,1 |
|
GÁS CARBONICO |
mg CO2/L |
|
|
CLORO RESIDUAL LIVRE |
mg l/L |
Até 2,5 |
|
SÍLICA |
mg SiO2/L |
|
|
CONDUTIVIDADE |
μS/cm a 25°C |
|
|
SULFATO |
mg SO4/L |
Até 250 |
Parâmetros para Ensaios Microbiológicos
|
BACTÉRIA |
Unidades |
VMP (Valores máximos permitidos) |
|
Bactérias do grupo coliforme |
UFC / 100 ml |
Ausência |
|
Bactérias do grupo coliforme – fecal |
UFC / 100 ml |
Ausência |
|
Bactérias Heterotróficas |
UFC / ml |
500 |
Fig 13 - Modelo Analise Físico Química e Bacteriológica da ÁGUA– NTA 60 / Para poços cuja água seja potável exige-se o cumprimento da Portaria 518/04 do Ministério da Saúde.
EQUIPAMENTOS E MATERIAIS PARA O BOMBEAMENTO DO POÇO.
Após a conclusão do Poço e dispondo de todas as informações construtivas e também das características físico – química e bacteriológica e interpretada sua condição de exploração ideal, o mesmo poderá ter definido o equipamento adequado para sua exploração:
- Eletro bomba submersível usualmente dotada de motores trifásico de 220/380/440 volts,
- Quadro Elétrico de Comando e Proteção
- Cabo Elétrico: condutor elétrico que interliga a bomba no interior do poço ao quadro.
- Tubulação Edutora: Geralmente de aço galvanizado, PVC ou até mesmo de mangueiras flexíveis, conectando a bomba até o cavalete na superfície, por onde sai à água bombeada;
- Cavalete. Montado na superfície e conectada à rede adutora. Normalmente em material de aço galvanizado: tubo; união, curva; registro gaveta; ventosa; saída lateral e válvula de retenção.
- Tubulação para medição do nível d’água. “Quando da instalação da bomba no poço deve ser aplicado concomitantemente um tubulação de pelo menos ½” até as proximidades da bomba, para possibilitar a medição dos níveis d’agua no poço.

Texto e ilustrações extraídos da cartilha sobre Perfuração de Poços da ABAS - FIESP - DH Perfurações, de autoria de Carlos Eduardo Q. Giampá e Valter Galdiano Gonçales.